Primeiro de julho.
Sobre minhas muitas prioridades que nunca serão alcançadas...
reduziram-se bastante, estou me conformando.
Sobre aquela pessoa que teima em não entender meus sentimentos,
vou colocá-la na lista de pessoas desaparecidas da memória.
Falando em memória, ainda hoje custo à acreditar no que aconteceu
comigo.
Mesmo depois de tantos anos, como ainda estou vivo?
Será que ninguém viu?
Tantas perguntas sem respostas!
Tenho medo!
Dez de agosto.
Hoje acordei mais estranho que de costume, se é que isso é possível...
tive sonhos e pressentimentos que só tivera por ocasião do evento.
Vi a luz do raio refletida no espelho antes de me atingir, confundiram meu reflexo com meu corpo,
mesmo assim...
lembrei da dor lancinante que não deixou nenhuma marca, mas que sinto todos os
dias desde então.
Premonições e sensações tem aumentado gradativamente, não sei se chegará ao nível
do que era quando criança.
Sofri muito por não entende-las, talvez o fim de tudo isso esteja próximo.
Vinte e cinco de dezembro.
Não consigo me levantar, estou quase todo paralisado, mas meu cérebro parece um furacão!
Estou captando tudo à quilômetros de distância, acho que estou morrendo...
finalmente!
domingo, 21 de agosto de 2016
Sobre bruxas.
Há uma sombra atrás da porta e o seu silêncio é ensurdecedor.
Ela me segue faz anos, tenho medo às vezes, outras
fico só curioso.
Em algumas oportunidades... até gosto dela, noutras odeio de todo coração.
Sinto seus olhos opacos cravados em mim, mas sei estar faminta
pela minha alma.
Não tenha pena, eu mereço sua fúria!
Mas talvez não, já faz tanto tempo...
um tempo medieval, cristão, onde muitas fogueiras ardiam.
E as bruxas eram dadas em sacrifício à fé.
Acho que sou mais velho que isso ainda, onde se corriam rios de sangue em
batalhas santificadas.
Há encantamentos que nunca compreendi totalmente.
Não importa, somos santos.
E a sombra atrás da porta talvez seja a minha consciência, que todos esses séculos
me pergunta:
"Porque só matamos as bruxas?"
Ela me segue faz anos, tenho medo às vezes, outras
fico só curioso.
Em algumas oportunidades... até gosto dela, noutras odeio de todo coração.
Sinto seus olhos opacos cravados em mim, mas sei estar faminta
pela minha alma.
Não tenha pena, eu mereço sua fúria!
Mas talvez não, já faz tanto tempo...
um tempo medieval, cristão, onde muitas fogueiras ardiam.
E as bruxas eram dadas em sacrifício à fé.
Acho que sou mais velho que isso ainda, onde se corriam rios de sangue em
batalhas santificadas.
Há encantamentos que nunca compreendi totalmente.
Não importa, somos santos.
E a sombra atrás da porta talvez seja a minha consciência, que todos esses séculos
me pergunta:
"Porque só matamos as bruxas?"
sexta-feira, 15 de julho de 2016
Sozinho, só que não!
Sou contraditório, sempre fui.
Apesar de te amar muito, acho que vivo bem sem você.
Talvez outro modo de ser feliz esteja ali, na esquina, ou dentro
do shopping center, numa loja? Que venda chocolates, espero!
Falando em loja... me sinto meio que vendido por você, acho que
você está me liquidando.
É horrível ser a última peça da temporada
que passou.
Acho que estou manuseado demais por você, quem sabe em outras mãos
eu seja mais valorizado...
Alguém me olhou hoje, já deu uma levantada na moral, quem sabe?
Foda-se! Há milhões de outras pessoas.
Enfim, acho que estou sozinho, só que não!
Apesar de te amar muito, acho que vivo bem sem você.
Talvez outro modo de ser feliz esteja ali, na esquina, ou dentro
do shopping center, numa loja? Que venda chocolates, espero!
Falando em loja... me sinto meio que vendido por você, acho que
você está me liquidando.
É horrível ser a última peça da temporada
que passou.
Acho que estou manuseado demais por você, quem sabe em outras mãos
eu seja mais valorizado...
Alguém me olhou hoje, já deu uma levantada na moral, quem sabe?
Foda-se! Há milhões de outras pessoas.
Enfim, acho que estou sozinho, só que não!
segunda-feira, 27 de junho de 2016
Dádiva.
É o mesmo céu que nos abraça todos os dias.
Isto é uma dádiva, alegada à todos.
Mesmo assim sai de mim grande compaixão por
mim mesmo, como se fosse o dono de tantas maravilhas. E sou!
O que meus olhos veem são de foro íntimo, divido só com quem
está ao meu lado, com quem amo.
Não devo satisfações à ninguém de quando e como.
Mesmo assim digo:
Meu universo são as flores, a relva que desce da colina, o entardecer
escarlate, a brisa em meu rosto, a minha liberdade. Esse é o meu Deus!
Como um riacho tranquilo que se transforma com a tempestade, assim sou.
Mesmo podendo tudo, o que mais prezo é como sou a teus olhos...a teus olhos.
Isto é uma dádiva, alegada à todos.
Mesmo assim sai de mim grande compaixão por
mim mesmo, como se fosse o dono de tantas maravilhas. E sou!
O que meus olhos veem são de foro íntimo, divido só com quem
está ao meu lado, com quem amo.
Não devo satisfações à ninguém de quando e como.
Mesmo assim digo:
Meu universo são as flores, a relva que desce da colina, o entardecer
escarlate, a brisa em meu rosto, a minha liberdade. Esse é o meu Deus!
Como um riacho tranquilo que se transforma com a tempestade, assim sou.
Mesmo podendo tudo, o que mais prezo é como sou a teus olhos...a teus olhos.
sábado, 21 de maio de 2016
Portal.
Sou apenas um viajante, um estranho, apenas querendo
voltar pra casa, sou um guerreiro vencido.
Num mundo distante mais uma vez a utopia se desfez
em neblina cinza.
Sonhos multicoloridos de cores berrantes foram degolados
e suas entranhas expostas ao publico.
Talvez se subisse a montanha novamente pudesse encontrar
outro portal para outro mundo, outra utopia e novos sonhos.
Mas o portal se fechou, então terei que fazer desse velho
mundo minha nova casa.
Não posso trocar sonhos coloridos e alegres por sombras escuras.
E, navegar em meio a tempestade é só o primeiro passo na busca
por águas tranquilas.
Como gostaria de estar em casa agora!
voltar pra casa, sou um guerreiro vencido.
Num mundo distante mais uma vez a utopia se desfez
em neblina cinza.
Sonhos multicoloridos de cores berrantes foram degolados
e suas entranhas expostas ao publico.
Talvez se subisse a montanha novamente pudesse encontrar
outro portal para outro mundo, outra utopia e novos sonhos.
Mas o portal se fechou, então terei que fazer desse velho
mundo minha nova casa.
Não posso trocar sonhos coloridos e alegres por sombras escuras.
E, navegar em meio a tempestade é só o primeiro passo na busca
por águas tranquilas.
Como gostaria de estar em casa agora!
terça-feira, 10 de maio de 2016
A folha.
Uma folha se desprende da grande arvore,
que estremeceu.
Nós que somos
filhos dos seus filhos,
sentiremos sua falta.
Será,
um novo começo
ou
o temido fim?
absoluto.
Não façamos desse evento uma coisa triste,
afinal
é
uma
espécie de libertação,
outros brotos
virão.
A folha
agora
dança
ao sabor do vento,
sem limitações
e flutua livre,
livre
para sempre.
que estremeceu.
Nós que somos
filhos dos seus filhos,
sentiremos sua falta.
Será,
um novo começo
ou
o temido fim?
absoluto.
Não façamos desse evento uma coisa triste,
afinal
é
uma
espécie de libertação,
outros brotos
virão.
A folha
agora
dança
ao sabor do vento,
sem limitações
e flutua livre,
livre
para sempre.
sexta-feira, 15 de abril de 2016
O chamado
Nem sempre fui assim.
Não sei se vou querer continuar assim, mas continuo senhor
do meu destino.
Se isso incomoda alguém, fale comigo, ou com Deus,
sei lá.
Nada passará despercebido entre o céu e a terra.
A coisa meio que retangular meio que amarelada pelo sol,
vinha caindo do céu límpido devagar, era grande mas parecia leve.
Corri para pegar meu celular e registrar aquele evento fantástico, no
máximo dez segundos, não mais que isso.
Mas foi o suficiente para o objeto desaparecer e o céu que estava límpido
se encher de nuvens, incrível transformação, não havia nenhuma nuvem
no céu, até onde se podia ver.
Apesar da rapidez em ocultar o fato, usando nuvens como camuflagem, eu
sabia do que se tratava.
O objeto era tipo um casulo, feito de um material muito leve e totalmente desconhecido,
onde a pessoa entrava em seu interior e poderia cair de qualquer altura com total segurança
para um pouso tranquilo, a menos que fosse descoberta!
Alguém havia tentado fugir da cidade das nuvens.
E isso queria dizer que eu teria que voltar lá.
Não sei se vou querer continuar assim, mas continuo senhor
do meu destino.
Se isso incomoda alguém, fale comigo, ou com Deus,
sei lá.
Nada passará despercebido entre o céu e a terra.
A coisa meio que retangular meio que amarelada pelo sol,
vinha caindo do céu límpido devagar, era grande mas parecia leve.
Corri para pegar meu celular e registrar aquele evento fantástico, no
máximo dez segundos, não mais que isso.
Mas foi o suficiente para o objeto desaparecer e o céu que estava límpido
se encher de nuvens, incrível transformação, não havia nenhuma nuvem
no céu, até onde se podia ver.
Apesar da rapidez em ocultar o fato, usando nuvens como camuflagem, eu
sabia do que se tratava.
O objeto era tipo um casulo, feito de um material muito leve e totalmente desconhecido,
onde a pessoa entrava em seu interior e poderia cair de qualquer altura com total segurança
para um pouso tranquilo, a menos que fosse descoberta!
Alguém havia tentado fugir da cidade das nuvens.
E isso queria dizer que eu teria que voltar lá.
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