sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Meu gigante.

Eu serei o tempo que te fará sábio.
Eu serei a chuva que te purificará e alimentará.
Eu serei como essa flor, que teima em sobreviver, agarrada ao tronco do gigante, com suas
raízes finas e delicadas, mas fortes o suficientes para mantê-la no seu lugar, até agora.
Mesmo enfrentando tempestades e a falta de alimento.
Eu também enfrento minhas tempestades e adversidades.
Mas, não tenho raízes como a planta.
O que me mantém no lugar que me cabe nesse mundo, é a certeza e a convicção de que
meu gigante nunca me abandonará, pois foi ele quem me colocou ali.
Eu sou o sol, que ilumina a humanidade.
Eu sou o vento, que te trás coisas boas.
E minha fé me protegerá de tudo, porque meu gigante é Jesus!

domingo, 11 de novembro de 2018

Fantasias sinceras.

Meus pensamentos se atrapalham, se atropelam, e se assustam, com a quantidade e a
velocidade de fatos, mentiras e alusões, metralhados por todos, a todo momento, e em
todas as direções.
Logo eu, que no decorrer dos anos aprendi a não confiar tanto em palavras, pois as que
eu escrevo são fantasias, e as que ouço, geralmente, são mentiras.
E se você for viver a realidade atual, de ideologias, fatos e conveniências, terá náuseas.
De minha parte tento fugir desse circulo vicioso e maligno, que me impedem de sonhar,
de criar minhas fantasias, e só aumentam minha descrença na humanidade.
Sabendo que na roda de poder só se mudam rostos e nomes, queria eu voltar ao Vale dos
Sonhos, à Cidade das Nuvens, com direito a todas as fantasias, maluquices e coisas bobas,
que só existem lá, mas que não ferem, nem agridem as pessoas ou seus sonhos.
Aí, algum espirito de porco me trás de volta e diz que tenho que viver na realidade etc...
e tal.
Eu respondo: não estou mais na idade de viver na realidade, pois ela anda muito perigosa.
Deixe-a aos jovens que estão enebriados com seus heróis da moda, que falam uma coisa e fazem
outra, mas continuam falando sempre.
E aos ouvintes sedentos de lorotas: tudo o que desejarem.
Vou esperar a onda do tsunami passar, quem sobreviver poderá ler minhas coisas estranhas, mas
sinceras!


sábado, 10 de novembro de 2018

Macho Alpha.

Os cães ladram sem sentido na escuridão da noite fria.
Seus vultos aumentados pela fraca luz, mais o ruido de passos perdidos na noite,
me dão calafrios.
Mais uma chance de ser corajoso que se vai.
Só queria poder ser eu mesmo, sem aquele medo de que alguma coisa se quebre e
você não tenha como repor.
E com o passar da noite os fracos procuram brechas em você, apenas uma fraqueza,
um pequeno lapso já seria suficiente para ser destroçado.
Me deito sobre minha falsa coragem e finjo dormir, mas sei que olhos ávidos me observam.
Sei também que assim como eu não passam de covardes, que sua ferocidade é só mais uma
miragem na solidão do deserto.
Todos querem ser eu, mas nem imaginam o preço que teriam que pagar por isso, só esperam
que amanhã alguém lhes diga que caminho seguir e o que fazer.
Que o sino da igreja toque e que sigam em fila para à glória, que a relva nunca cresça muito
e lhes ofereça resistência.
Que à água seja sempre fresca e doce.
Todos esperam isso, mas não sabem nem como, nem porque isso acontece.
Só esperam que eu esteja lá, como em todas as manhas!

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

HELENA.

Haverá de ser o tempo sempre a teu favor.
Existirá sempre uma mão amiga ao encontro da tua.
Levarás sempre todo o amor que possa existir dentro de um velho coração.
Encantarás o mundo, com a tua presença e carisma.
Não deixarei jamais de estar contigo, mesmo que em pensamentos.
Ainda que o mundo se acabe, te amarei para sempre!


sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Morgana.

Tudo pode acontecer por esses dias.
Quando a sombra infinita do teu vulto maldito, engole a própria noite.
E teu semblante marca todos os seres que te avistam.
Mas nem todo o gelo do teu olhar pode me manter preso para sempre.
Entro por uma porta imaginária no concreto sólido, era apenas um desenho de uma
porta, até um segundo atrás, assim que passo ela se fecha.
Mas coisas ruins podem acontecer, coisas muito ruins.
Você pode ficar preso num mundo de concreto, cinza, frio, simplesmente abandonado,
enquanto tenta voltar à vida.
Molhe as sementes que levou com suas lágrimas, suas raízes macias quebrarão o concreto
e abrirão a porta novamente.
Quem quer viver a realidade, quando se tem tantos outros caminhos?
Meu amor é estranho.
Ele é sozinho em seu contexto.
Padece de carinho.
A noite chama por você, que não vem.
Não vem, porque está presa em sua própria caixa de concreto.
E a morte não lhe permite que saia!

terça-feira, 10 de julho de 2018

Apenas fantasmas.

Um dia tudo acaba e uma nova fase começa, para o bem ou para o mal,
é assim que é a vida.
Não adianta protelar, o tempo passa devagar, mas passa e, quando você vê,
já é hora de ir.
A chuva de verão bate forte em seu rosto e se mistura com tudo, até o céu chora.
A chuva já passou, o sol nasceu, se pôs, e nasceu outra vez, bem na sua cara;
e você nem piscou.
Seu olhar leva anos-luz para alcança-la, e quando alcança, ela não está mais lá.
Talvez seus sentimentos sejam tão intensos que a assuste, mas é você que se encolhe
num canto qualquer.
Então você quer ser forte, mas não sabe se ser forte é desistir ou continuar tentando.
Você fica pensando e tendo ideias sobre isso, de como alcança-la.
E você perde mais uma, porque não voltou para casa, e a noite veio te assombrar.
Sua última porta se fecha.
Ela passou por você, e você a deixou ir, como se ela  fosse intangível, apenas mais um
de seus fantasmas.
Um passado cheio de fantasmas, é isso que você tem, deixe que eles partam, deixe que eles
morram.
Um dia tudo acaba e, se o tempo passar rápido, surfe sobre ele e viva o momento.
Ainda que por um instante, segure as lágrimas, esqueça a dor, apenas sinta a liberdade e seja
livre e voe, se ainda lembrar como.
Quando seu último fantasma cair, o medo irá embora e a vida volta, pois todo mundo sabe
que fantasmas são seres imaginários!

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Cadê as flores?

Nem tenho mais as rosas.
As flores do meu jardim morreram.
As pedras cresceram e tomaram conta de tudo.
Ervas daninhas vorazes e horrendas, mataram as margaridas,
tão amarelas e branquinhas, de viso e perfume únicos.
Mas morreram.
De que me adianta esse sol pálido, se não tenho mais minhas flores?
Minha derradeira proteção contra a realidade.
Cadê as flores?
Cadê o meu país?
Tudo se tornou: gravetos, espinhos e pedras.
Só me restou a luz do luar, onde nada cresce!