quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Coisas do face.

 Ainda não entendi... quando?

Quando... quando foi que...

Ainda procuro razões em outras perdas,

Outras dores, revejo momentos e lampejos do que fomos.

Estou a procura de uma coisa que não existe: um motivo!

Agora chega!

Sua hora já passou, seu tempo acabou há muito...muito tempo.

Claro que só vou guardar as melhores lembranças, deixo todo o

resto na esteira do tempo que perdi em tentar construir alguma coisa.

Ainda bem que somos jovens, temos todo o tempo do mundo para tentar de novo,

de novo...

Mas, sempre tem esse mas, e ele doí, bastante mesmo.

Espero só que você também ... 

Sei lá, acho que não, sou muito besta mesmo!

Quero só que você se lembre que estarei sempre só, para sempre.

Ou não!

Pode existir alguém melhor que você e me apareça de repente, talvez!

Você foi tudo, mas, não existe mais.

Engraçado eu lembrar de tudo isso, só por ter visto uma foto sua no face.

E lá se vão quarenta anos!

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Coração de menino.

 Se for para eu sofrer, não me toque mais, fique longe.

Se tua linda imagem for apenas uma ilusão, desapareça.

Se tua voz for como o canto das sereias, outro engodo, fique muda.

Cansei de compartilhar o seu caminho, ele é triste.

Teu corpo agora é frio e distante, uma imitação  mal feita de você mesma.

Um olhar que não brilha é um mundo que se perde dentro de uma noite escura.

Teu sorriso fora de compasso não convida outros lábios a sorrirem.

Quantos passos terei que dar até chegar onde você realmente está?

Sua estrada não tem começo e nem fim, eu estou no meio.

Não sei se quero ficar só olhando o meu lindo castelo de sonhos ruir por sua causa.

Tenho certeza que mereço mais uma chance de alcançar o paraíso em vida.

Ou coisa melhor, se tiver!

Deixo você ficar onde sempre quis estar.

Apenas fique, você não pode me seguir numa vida realmente mágica.

Uma coisa  que você não vai achar na sua agenda.

Pés descalços, passos que andam sobre a relva, tudo bem simplesinho, um passo de 

cada vez, um dia após o outro.

Um ser etéreo.

Um começar de novo, sozinho, claro.

Um despertar para velhas coisas novas.

Fiquei feliz em saber que as novidades do passado ainda me atraem.

Mas, meu coração é novo, e sigo em frente como menino que descobre que já 

pode ler mentes e, melhor ainda, que ainda consegue voar!


segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Lembranças.

 Só mais uma noite passando lentamente.

Sombras que se misturam e se perdem em pensamentos tristes.

Vultos do passado que assombram, mas só porque são lembrados.

Queria poder esquecer. 

Queria poder continuar.

Queria ser eu mesmo.

Mas as lembranças não deixam, você não deixa.

Lembro um caminho de flores, margaridas, gosto delas.

Lembro um caminho de espinhos, quanta dor.

Lembro das loucuras, queridas loucuras.

Quantos beijos, e beijos e beijos...

Nada a declarar, sem planos, só o momento.

Quantos momentos, divinos momentos.

Cadê a razão, estou perdido em meu quintal?

Não estamos todos a deriva?

Um náufrago sem a ilha, cadê a terra firme?

Ondas que trazem meus destroços para o dia que começa.

Cadê a  mão que vai me tirar aqui do fundo?

O sol vem e seca um oceano de lágrimas mal dormidas.

Que venha o dia, pois uma noite longa me espera.

E as sombras do passado me abraçam!

O amor não precisa de razão.

O amor tem memória. 

Maldita memória!

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Meus momentos.

 Um grande arco se formou em meu caminho, me senti minúsculo ao

transpô-lo, mas logo se desfez, como a vida se faz e desfaz em momentos.

Meus momentos: breves, ilusórios, realistas.

Às vezes longos como um suspiro de dor.

Preciso do escuro.

Lâmpadas acesas não me deixam ver os sinais do mundo.

Por favor, apaguem tudo.

Fiquei sonhando acordado e num instante você se foi.

Onde foi que errei?

Nunca mais terei teu sorriso malicioso acompanhado de olhos de jabuticaba

em minha cama.

O cabelo longo, preto encaracolado, talvez não seja mais o mesmo se algum dia eu

te ver de novo.

Sentirei saudades de teus ombros, sempre à mostra, sempre nus.

Coisas aconteceram e acontecem nesse mundo e no outro, que nós não temos

permissão ainda para entendê-los.

Só nos resta nos submetermos a essas forças.

Assumo toda a minha culpa.

E estou pagando por isso.

Você não entendeu que, em alguns momentos, eu teria que passar por

eles sozinho, mesmo estando errado!

Nosso amor nasceu místico, alegre, brincalhão, e não coube nesse mundo sério, 

sisudo e maldoso.

Mas, gosto de pensar que em algum momento todo tipo de preconceito se 

desvanecerá, como as gotículas de água do meu arco-íris.

sábado, 19 de setembro de 2020

Se Deus me ouvisse.

 Então, minha tristeza pelo nosso velho e malvado mundo se transformou

em melancolia,

que transbordou pelos meus olhos.

As culpas mal guardadas no meu coração sobem até meu cérebro, que tenta

inutilmente 

mostrar minha inocência.

Fico no compasso de sofrimento e compaixão por todo mundo.

Coitadinho daquele rapaz que fica pedindo dinheiro no semáforo 

que não tem nada de seu, 

mas sabe que a vida lhe deve muito, 

então, fica esperto esperando as coisas melhorarem 

e não pula da ponte.

Coitadinho daquele rapaz que fica trancado em seu quarto dentro do condomínio 

de luxo, achando que a vida lhe deve tudo, mas não tem forças para buscá-las e 

procura a ponte mais próxima, porque pulando acha que resolverá todos os seus

problemas.

Coitadinho daquele rapaz classe média que não é pobre nem rico e também fica pensando 

merda o dia todo.

Estamos todos num novo século, eu vim do anterior tento me adaptar da melhor maneira

possível, me acho muito moderno até.

Tenho um misto de visão critica e compaixão.

Mas a miséria e a falta de oportunidade dói em qualquer tempo.

Caminhamos a passos largos para a destruição de tudo que necessitamos para nossa

própria sobrevivência: florestas, mar e ar.

Penso nos que virão depois de nós, nos meus filhos, nos que amo.

Imagino um cenário apocalíptico onde falta de tudo, principalmente compaixão.

Procuro apenas um motivo para estar aqui.

Queria dar uma chance a Deus.

Mas ele não me ouve!

Por isso, às vezes eu paro e penso na nossa surreal existência e choro!

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

A verdade está dentro de nós.


Desde que eu era criança ouço dizer que não usamos nem dez por cento

de nossa inteligência.

Sempre achei que essa conta estava errada.

Eu acredito que não usamos nem um milionésimo de nossa inteligência.

Também acredito em vida extraterrestre e, quando vi um óvni pela primeira vez

(e foram várias vezes), muitas de minhas teorias sobre o assunto se confirmaram.

Não há como defini-los.

Claro que são seres de outro mundo, muito superiores a nós.

E já estão no meio de nós há milhares de anos, nos estudando, nos dissecando.

Mas!

Por que agem furtivamente, se são tão poderosos?

Por que não se mostram à nós?

Por que tantas experiências? 

Por que perdem tanto tempo conosco?

Só tenho teorias a respeito de tudo isso!

Uma delas é que há  milhões de anos ou mais, nós éramos um outro

tipo de ser, talvez até mais inteligentes do que esses que nos visitam hoje.

E por algum motivo aconteceu de regredirmos ao invés de continuarmos 

com a evolução que se esperava de uma raça tão pródiga.

Isso infelizmente jamais saberemos.

De qualquer forma, devemos ter mantido alguma essência, alguma coisa

no nosso DNA que interessa muito a eles.

Talvez uma característica única, só nossa, que mesmo com toda a sua 

tecnologia não conseguiram extrair de nós até hoje.

Ou se conseguiram, não conseguem replicá-la e, por isso, ficam nos

rondando feito abutres.

Honestamente, não sei se querem tirar algum proveito próprio ou apenas

nos ajudar a voltar a ser o que já fomos.

Talvez fosse um dom ou um poder muito forte que, de alguma forma ou 

motivo, desaprendemos a usar, só que ainda está em nós.

Mas não sabemos o que é, nem como funciona!

Acho que por isso pensamos e sonhamos em coisas fantásticas, coisas que

não existem em nosso mundo.

A verdade está dentro de nós.

Não conhecemos a sua face.

Mas temos uma imaginação sem limites.

Deixo vocês com essa teoria!


 

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Meio que perdido.

Estou à deriva, num oceano de águas turvas e violentas.

Ondas que tocam as nuvens com fúria, mas impotentes.

Redemoinhos me levam e me trazem de volta a superfície. 

Minha esperança acaba e começa a cada volta.

Não tenho para onde ir, só para onde voltar.

Isso quer dizer, você!

Por favor, me acolha.

Me ame.

Me deixa ficar perto de você.

Lá fora é frio, o mundo não me entende.

Minhas poesias nesse mar profundo não vingam.

Preciso do verde das montanhas, do chão firme sob meus pés.

Você de volta!

Preciso de uma estrada onde eu possa correr, caminhar, parar para descansar.

Preciso de uma rocha, fincada bem fundo no chão.

Preciso de muitas coisas que nunca terei.

Mas, se tivesse seu amor

Já seria suficiente para sair do fundo desse mar sombrio.

Quem sabe, voltar àquela cabana que se fundia com as árvores, com as nuvens. 

Um recomeço.

Uma trilha que só sobe num caminho sinuoso, mas seguro.

Penso nessas coisas enquanto desço, mas quando chegar ao fundo vou tomar tanto

impulso que vou pular direto no seu colo!