Daqui a pouco eu morro e não terei mais do que reclamar.
Daqui a pouco eu nasço e começa tudo de novo.
Daqui a cem anos, todo mundo será feliz.
Vão vender orgasmo em capsulas!
Aproveite a promoção: compre três e pague dois!
sábado, 29 de outubro de 2016
Convêm imaginar.
No imaginário buscamos o engano.
No imaginário acreditamos que o alivio para a dor, o milagre, existe.
No imaginário acreditamos na cura, na certeza da sobrevivência do corpo.
Porém, quando estamos perto da morte, acreditamos e buscamos mesmo é um Deus.
Mas as pessoas querem se aproximar do criador só o suficiente para serem curadas fisicamente,
algo mais definitivo está totalmente descartado.
Aquela simbiose entre o material e o espiritual fica estremecida.
Somos covardes mesmo, o que também não é errado, ninguém sabe o que acontece do outro lado.
Mas, se convêm as pessoas, é bom.
Acho que Deus não interfere, o que existe é uma grande concentração de energia, que pode
ser boa ou má.
E que sua captação e retenção depende de cada ser, humano ou não.
Mas o papel de um Deus é esse mesmo, dar esperança, alegrias e consolo aos seres,
humanos ou não.
Mesmo que seja só no imaginário.
"Se tua sombra me alcançar, mesmo que seja noite, eu morrerei"
No imaginário acreditamos que o alivio para a dor, o milagre, existe.
No imaginário acreditamos na cura, na certeza da sobrevivência do corpo.
Porém, quando estamos perto da morte, acreditamos e buscamos mesmo é um Deus.
Mas as pessoas querem se aproximar do criador só o suficiente para serem curadas fisicamente,
algo mais definitivo está totalmente descartado.
Aquela simbiose entre o material e o espiritual fica estremecida.
Somos covardes mesmo, o que também não é errado, ninguém sabe o que acontece do outro lado.
Mas, se convêm as pessoas, é bom.
Acho que Deus não interfere, o que existe é uma grande concentração de energia, que pode
ser boa ou má.
E que sua captação e retenção depende de cada ser, humano ou não.
Mas o papel de um Deus é esse mesmo, dar esperança, alegrias e consolo aos seres,
humanos ou não.
Mesmo que seja só no imaginário.
"Se tua sombra me alcançar, mesmo que seja noite, eu morrerei"
quinta-feira, 6 de outubro de 2016
Anjo?
Invisível, imaterial.
Desperta medo e amor.
Causa controvérsias, mestre do verbo e de mágicas.
Dizem que é o único caminho, o começo e o fim de tudo.
Explorado e usurpado, desde tempos imemoriais, por terceiros. Peça e será atendido!
Dono de uma nova ordem mundial desde sempre, seus pastores são os mais ricos.
Seguidores fanáticos, suas missas inacreditáveis.
Sacrifícios são feitos em seu nome mesmo nos dias de hoje.
Atende a todos que clamam por ele, é mais que um santo, é um anjo, é Lúcifer!
Desperta medo e amor.
Causa controvérsias, mestre do verbo e de mágicas.
Dizem que é o único caminho, o começo e o fim de tudo.
Explorado e usurpado, desde tempos imemoriais, por terceiros. Peça e será atendido!
Dono de uma nova ordem mundial desde sempre, seus pastores são os mais ricos.
Seguidores fanáticos, suas missas inacreditáveis.
Sacrifícios são feitos em seu nome mesmo nos dias de hoje.
Atende a todos que clamam por ele, é mais que um santo, é um anjo, é Lúcifer!
segunda-feira, 5 de setembro de 2016
Eros.
No riacho doce, de águas cristalinas, tem banho de morena
que cheira a açucena com sabor da ambrosina.
Que na relva fria e úmida se deita a minha espera.
Que feliz estou porque dela sou e minha é ela,
mas não pode ver meu rosto.
De sorriso franco e cabelos compridos
tem a pele dourada, que se arrepia quando pensa em mim.
Eu, por minha vez, quando penso nela
a temperatura sobe e meu sangue ferve, então
mergulho no riacho e tomo de suas águas que limpam o corpo e energizam a alma.
Pois agora estou pronto.
Deito ao seu lado e sinto o seu calor, seu cheiro e seu sabor.
Ao lado, as águas seguem eternas, assim como a noite.
No Olimpo, onde nascem, os Deuses me amam.
O riacho é doce!
que cheira a açucena com sabor da ambrosina.
Que na relva fria e úmida se deita a minha espera.
Que feliz estou porque dela sou e minha é ela,
mas não pode ver meu rosto.
De sorriso franco e cabelos compridos
tem a pele dourada, que se arrepia quando pensa em mim.
Eu, por minha vez, quando penso nela
a temperatura sobe e meu sangue ferve, então
mergulho no riacho e tomo de suas águas que limpam o corpo e energizam a alma.
Pois agora estou pronto.
Deito ao seu lado e sinto o seu calor, seu cheiro e seu sabor.
Ao lado, as águas seguem eternas, assim como a noite.
No Olimpo, onde nascem, os Deuses me amam.
O riacho é doce!
sexta-feira, 26 de agosto de 2016
Órbita.
Salve-se, para redimir a todos nós.
Salve-nos, para que não pereçamos por termos acreditado em ti...
Ou, simplesmente, engane-nos outra vez, para que morramos na ignorância!
Salve-nos, para que não pereçamos por termos acreditado em ti...
Ou, simplesmente, engane-nos outra vez, para que morramos na ignorância!
domingo, 21 de agosto de 2016
O diário de uma pessoa qualquer.
Primeiro de julho.
Sobre minhas muitas prioridades que nunca serão alcançadas...
reduziram-se bastante, estou me conformando.
Sobre aquela pessoa que teima em não entender meus sentimentos,
vou colocá-la na lista de pessoas desaparecidas da memória.
Falando em memória, ainda hoje custo à acreditar no que aconteceu
comigo.
Mesmo depois de tantos anos, como ainda estou vivo?
Será que ninguém viu?
Tantas perguntas sem respostas!
Tenho medo!
Dez de agosto.
Hoje acordei mais estranho que de costume, se é que isso é possível...
tive sonhos e pressentimentos que só tivera por ocasião do evento.
Vi a luz do raio refletida no espelho antes de me atingir, confundiram meu reflexo com meu corpo,
mesmo assim...
lembrei da dor lancinante que não deixou nenhuma marca, mas que sinto todos os
dias desde então.
Premonições e sensações tem aumentado gradativamente, não sei se chegará ao nível
do que era quando criança.
Sofri muito por não entende-las, talvez o fim de tudo isso esteja próximo.
Vinte e cinco de dezembro.
Não consigo me levantar, estou quase todo paralisado, mas meu cérebro parece um furacão!
Estou captando tudo à quilômetros de distância, acho que estou morrendo...
finalmente!
Sobre minhas muitas prioridades que nunca serão alcançadas...
reduziram-se bastante, estou me conformando.
Sobre aquela pessoa que teima em não entender meus sentimentos,
vou colocá-la na lista de pessoas desaparecidas da memória.
Falando em memória, ainda hoje custo à acreditar no que aconteceu
comigo.
Mesmo depois de tantos anos, como ainda estou vivo?
Será que ninguém viu?
Tantas perguntas sem respostas!
Tenho medo!
Dez de agosto.
Hoje acordei mais estranho que de costume, se é que isso é possível...
tive sonhos e pressentimentos que só tivera por ocasião do evento.
Vi a luz do raio refletida no espelho antes de me atingir, confundiram meu reflexo com meu corpo,
mesmo assim...
lembrei da dor lancinante que não deixou nenhuma marca, mas que sinto todos os
dias desde então.
Premonições e sensações tem aumentado gradativamente, não sei se chegará ao nível
do que era quando criança.
Sofri muito por não entende-las, talvez o fim de tudo isso esteja próximo.
Vinte e cinco de dezembro.
Não consigo me levantar, estou quase todo paralisado, mas meu cérebro parece um furacão!
Estou captando tudo à quilômetros de distância, acho que estou morrendo...
finalmente!
Sobre bruxas.
Há uma sombra atrás da porta e o seu silêncio é ensurdecedor.
Ela me segue faz anos, tenho medo às vezes, outras
fico só curioso.
Em algumas oportunidades... até gosto dela, noutras odeio de todo coração.
Sinto seus olhos opacos cravados em mim, mas sei estar faminta
pela minha alma.
Não tenha pena, eu mereço sua fúria!
Mas talvez não, já faz tanto tempo...
um tempo medieval, cristão, onde muitas fogueiras ardiam.
E as bruxas eram dadas em sacrifício à fé.
Acho que sou mais velho que isso ainda, onde se corriam rios de sangue em
batalhas santificadas.
Há encantamentos que nunca compreendi totalmente.
Não importa, somos santos.
E a sombra atrás da porta talvez seja a minha consciência, que todos esses séculos
me pergunta:
"Porque só matamos as bruxas?"
Ela me segue faz anos, tenho medo às vezes, outras
fico só curioso.
Em algumas oportunidades... até gosto dela, noutras odeio de todo coração.
Sinto seus olhos opacos cravados em mim, mas sei estar faminta
pela minha alma.
Não tenha pena, eu mereço sua fúria!
Mas talvez não, já faz tanto tempo...
um tempo medieval, cristão, onde muitas fogueiras ardiam.
E as bruxas eram dadas em sacrifício à fé.
Acho que sou mais velho que isso ainda, onde se corriam rios de sangue em
batalhas santificadas.
Há encantamentos que nunca compreendi totalmente.
Não importa, somos santos.
E a sombra atrás da porta talvez seja a minha consciência, que todos esses séculos
me pergunta:
"Porque só matamos as bruxas?"
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