sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Receita de sopa medieval feita na lenha.

A primeira coisa a se fazer é preparar um caldeirão de ferro bem antigo.
Pode ser o da vovó, se  tiver, lembra da música: panela velha é que faz comida boa.
A lenha é um detalhe muito importante na preparação.
É aconselhável ser madeira bem seca e velha, de preferencia aquele tronco onde os
escravos eram castigados e açoitados.
Caldeirão e lenha prontos, vamos à receita:
Um punhado de banha de porco gordo e careca, para untar o caldeirão.
Cinco litros de água de rio, que passe por uma aldeia indígena (tem que ser essa, pois
possui mercúrio da mineração)
Três folhas de goiabeira, só para dar o efeito místico.
Pó de confeiteiro rosa e azul, para ficar colorido.
Deixar cozinhar por quatro anos.
Depois de pronta é só você dá e os mares sumirão!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Pó das estrelas.

Quando a saudade é tanta, que a distância não faz sentido.
O perigo da escuridão eterna não importa.
O medo pelo desconhecido desaparece.
E só resta a luz.
A luz de um olhar apaixonado.
E mesmo sendo noite escura, teu olhar ilumina o meu.
Teu corpo me aquece.
E tua alma guia a minha.
E se no fim desse caminho eu morrer de amor, ou apenas me perder de você, caindo no
abismo entre os mundos.
Não tenha medo de amar de novo, pois eu sempre voltarei para você.
Talvez de  maneiras diferentes, ou até em outra pessoa, mas sempre eu.
Não importa o caminho que tomemos, nosso destino é um só.
E, enquanto existir um céu sobre a terra, seremos apenas um!
E se o bater das ondas no rochedo gritar seu nome, eu atenderei.
Mesmo que a névoa do mundo tente me confundir, ainda assim me guiarei
pelo brilho dos teus olhos, e o som de sua voz me acalmará até estarmos juntos.
Que o universo se abra e liberte nossa essência.
Que nossas asas cresçam novamente e que o amor seja infinito sempre.
Que as profecias se cumpram para que a mágica aconteça, e os mortos sejam apenas Anjos adormecidos!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Meu gigante.

Eu serei o tempo que te fará sábio.
Eu serei a chuva que te purificará e alimentará.
Eu serei como essa flor, que teima em sobreviver, agarrada ao tronco do gigante, com suas
raízes finas e delicadas, mas fortes o suficientes para mantê-la no seu lugar, até agora.
Mesmo enfrentando tempestades e a falta de alimento.
Eu também enfrento minhas tempestades e adversidades.
Mas, não tenho raízes como a planta.
O que me mantém no lugar que me cabe nesse mundo, é a certeza e a convicção de que
meu gigante nunca me abandonará, pois foi ele quem me colocou ali.
Eu sou o sol, que ilumina a humanidade.
Eu sou o vento, que te trás coisas boas.
E minha fé me protegerá de tudo, porque meu gigante é Jesus!

domingo, 11 de novembro de 2018

Fantasias sinceras.

Meus pensamentos se atrapalham, se atropelam, e se assustam, com a quantidade e a
velocidade de fatos, mentiras e alusões, metralhados por todos, a todo momento, e em
todas as direções.
Logo eu, que no decorrer dos anos aprendi a não confiar tanto em palavras, pois as que
eu escrevo são fantasias, e as que ouço, geralmente, são mentiras.
E se você for viver a realidade atual, de ideologias, fatos e conveniências, terá náuseas.
De minha parte tento fugir desse circulo vicioso e maligno, que me impedem de sonhar,
de criar minhas fantasias, e só aumentam minha descrença na humanidade.
Sabendo que na roda de poder só se mudam rostos e nomes, queria eu voltar ao Vale dos
Sonhos, à Cidade das Nuvens, com direito a todas as fantasias, maluquices e coisas bobas,
que só existem lá, mas que não ferem, nem agridem as pessoas ou seus sonhos.
Aí, algum espirito de porco me trás de volta e diz que tenho que viver na realidade etc...
e tal.
Eu respondo: não estou mais na idade de viver na realidade, pois ela anda muito perigosa.
Deixe-a aos jovens que estão enebriados com seus heróis da moda, que falam uma coisa e fazem
outra, mas continuam falando sempre.
E aos ouvintes sedentos de lorotas: tudo o que desejarem.
Vou esperar a onda do tsunami passar, quem sobreviver poderá ler minhas coisas estranhas, mas
sinceras!


sábado, 10 de novembro de 2018

Macho Alpha.

Os cães ladram sem sentido na escuridão da noite fria.
Seus vultos aumentados pela fraca luz, mais o ruido de passos perdidos na noite,
me dão calafrios.
Mais uma chance de ser corajoso que se vai.
Só queria poder ser eu mesmo, sem aquele medo de que alguma coisa se quebre e
você não tenha como repor.
E com o passar da noite os fracos procuram brechas em você, apenas uma fraqueza,
um pequeno lapso já seria suficiente para ser destroçado.
Me deito sobre minha falsa coragem e finjo dormir, mas sei que olhos ávidos me observam.
Sei também que assim como eu não passam de covardes, que sua ferocidade é só mais uma
miragem na solidão do deserto.
Todos querem ser eu, mas nem imaginam o preço que teriam que pagar por isso, só esperam
que amanhã alguém lhes diga que caminho seguir e o que fazer.
Que o sino da igreja toque e que sigam em fila para à glória, que a relva nunca cresça muito
e lhes ofereça resistência.
Que à água seja sempre fresca e doce.
Todos esperam isso, mas não sabem nem como, nem porque isso acontece.
Só esperam que eu esteja lá, como em todas as manhas!

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

HELENA.

Haverá de ser o tempo sempre a teu favor.
Existirá sempre uma mão amiga ao encontro da tua.
Levarás sempre todo o amor que possa existir dentro de um velho coração.
Encantarás o mundo, com a tua presença e carisma.
Não deixarei jamais de estar contigo, mesmo que em pensamentos.
Ainda que o mundo se acabe, te amarei para sempre!


sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Morgana.

Tudo pode acontecer por esses dias.
Quando a sombra infinita do teu vulto maldito, engole a própria noite.
E teu semblante marca todos os seres que te avistam.
Mas nem todo o gelo do teu olhar pode me manter preso para sempre.
Entro por uma porta imaginária no concreto sólido, era apenas um desenho de uma
porta, até um segundo atrás, assim que passo ela se fecha.
Mas coisas ruins podem acontecer, coisas muito ruins.
Você pode ficar preso num mundo de concreto, cinza, frio, simplesmente abandonado,
enquanto tenta voltar à vida.
Molhe as sementes que levou com suas lágrimas, suas raízes macias quebrarão o concreto
e abrirão a porta novamente.
Quem quer viver a realidade, quando se tem tantos outros caminhos?
Meu amor é estranho.
Ele é sozinho em seu contexto.
Padece de carinho.
A noite chama por você, que não vem.
Não vem, porque está presa em sua própria caixa de concreto.
E a morte não lhe permite que saia!